Veco Marques (Nenhum de Nós)



Nenhum de Nós lança “Pequeno Universo”

O Nenhum de Nós chegou inédito às lojas no início de agosto de 2005 com “Pequeno Universo”, o 11º álbum em dezenove anos de carreira, lançado pela Orbeat Music, com produção de Sacha Amback, tecladista carioca que assinou também os dois últimos discos de estúdio da banda: “Histórias Reais Seres Imaginários” (Sony Music 2001) e “Paz e Amor” (Paradoxx 1998).

O sugestivo título está em sintonia com a arte da capa: um mini-encarte fora dos padrões gráficos habituais contém as letras acompanhadas por ilustrações de pequeninos e delicados animais. A sensibilidade visual do projeto é de Alejandro Ros, designer argentino preferido pelas estrelas do pop latino, que criou capas para Fito Paez, Charly Garcia, Mercedes Sosa, Gustavo Cerati e Liliana Herrero, entre outros.

Das treze faixas do CD, duas não são de autoria do grupo: “Eu e Você Sempre”, samba de Jorge Aragão convertido em uma releitura pop-eletrônica, e “Raquel”, do uruguaio Jorge Drexler, cantada em seu idioma de origem, em reconhecimento a um dos principais compositores contemporâneos da música de língua espanhola.
As surpresas não param por aí: a bela “Feedback” é letrada pela escritora Martha Medeiros, que com a parceria do grupo inaugura sua incursão autoral no meio musical. A faixa, uma das preferidas pelas rádios no verão de 2006, virou um clipe dirigido por Cláudio Veríssimo (Cápsula Cinematográfica) em locação no Café do Lago (Parque da Redenção) em Porto Alegre. É o segundo clipe do disco, já que o primeiro single “Dança do Tempo” também foi clipado (em 35mm, via Zeppelin Filmes, em julho de 2005) e lançado simultaneamente com o CD.

As idéias textuais das 11 canções inéditas reforçam os temas constantes nas composições da banda: o universo feminino e seus personagens, relações pessoais, o amor, suas distâncias, lembranças, as oscilações das amizades, as relações entre pais e filhos, naquela que é reconhecida como uma das safras mais inspiradas do letrista Thedy Corrêa.

Três anos depois de desplugar as guitarras, o quinteto volta a experimentar timbres e sonoridades autênticos, que trazem sempre elegância e bom gosto nas combinações. Talvez um dos segredos para a longevidade do grupo egresso dos anos oitenta e uma das poucas formações brasileiras que cruzou a marca de mil shows. Nos palcos, além de mostrar as novas “Cada Lugar”, “Igual à Você”, “Dança do Tempo” e “Feedback” , eles ainda mantém espaço para os hits de sempre, como “Camila, Camila”, “Paz e Amor” , “Vou Deixar Que Você Se Vá”, e “Amanhã ou Depois”

 

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de Veco Marques

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